02.15.08
Turismo feito com as próprias mãos.
Bonito, Mato Grosso do Sul. Há
Todos visitam o lugar pela mesma razão: é lindo, organizado, maravilhoso. As belezas naturais são tão perfeitas que parecem montagens de computador. E o que mais impressiona é o povo e a forma como se organizam.
Particularmente eu nunca imaginei que veria algo tão bem desenvolvido feito por um povo tão desconhecido. Puro preconceito de achar que a Europa do Brasil, o Sul, faria melhor. Bobagem.
Aqui em Florianópolis, por exemplo, erramos feio no atendimento dos turistas, nas informações, na estrutura, na forma como vendemos os atrativos que temos e no bom e velho comodismo que atribui ao governo a responsabilidade de dar condições para o turismo acontecer.
Responsabilidade ou não do governo, os bonitenses não esperaram governo ou prefeitura e fizeram fazendas particulares virarem centros receptivos de turistas com padrão de primeiro mundo. Tudo funciona. As agências de turismo são estruturadas e bem informadas para sugerir ao turista as melhores opções de passeio. Nada acontece sem a participação dessas agências que são comissionadas a cada visita.
As fazendas, que detém a propriedade da maioria dos atrativos, só aceitam turistas com voucher, fornecido pelas agências. Ou seja, o círculo de trabalho se fecha, de forma que todos ganham. Os preços são tabelados e eu diria que são bastante justos. O atendimento e o preparo dos guias são muito bons. Aliás, só pode ser guia quem é nativo ou morador a mais de 4 anos na região e que conheça a atividade ou o local que irá demonstrar. Os cursos de mergulho, as visitas às cavernas, são sempre acompanhadas de orientações de conservação do meio ambiente.
Com certeza existem algumas dificuldades. As estradas de acesso não são as melhores, a cidade não tem grandes opções de lazer em dias de chuva, mas não dá para não reconhecer quando vemos um trabalho bem feito. E esse é o caso de Bonito.